Entre variados recursos e ferramentas, uma das atividades mais eficazes para aperfeiçoamento de desempenho no Enem e vestibulares é a realização de um programa de avaliação contínua dentro da escola. O método permite que as capacidades do aluno sejam avaliadas por inteiro, isto é, a avaliação não se contém em uma prova simulacro dias antes dos exames e, sim, em um processo de avaliação constante.

Neste método, são promovidas atividades que possibilitam a avaliação do aluno e o seu desenvolvimento em tempo integral, durante todo o ano. A avaliação sempre cumpre dupla função: treinar o aluno e coletar dados que possibilitem a análise do que é prioritário para seu desenvolvimento.

O ano deve começar (ou terminar na série anterior) com uma avaliação diagnóstica, que ajuda gestores a situarem o grau de domínio dos alunos. Em seguida, acreditamos que avaliações nos moldes do Enem, por exemplo, devem ser mescladas com provinhas mais curtas, mas numerosas, que reforçam pontos da aprendizagem e estimulam o aluno a estudar durante todo o ano. A ideia é que todas essas avaliações (grandes ou pequenas) gerem dados para guiar a jornada de aprendizagem de alunos e professores.

As avaliações continuadas visam testar não só o conhecimento dos alunos, como também sua habilidade para lidar com outros fatores importantes que podem interferir no seu desempenho em um exame como o Enem, como o cansaço e a capacidade de concentração.

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Motivos para ter um programa de avaliação contínua

  • Identificar pontos a melhorar: revisar as fragilidades pedagógicas e valorizar as habilidades essenciais que têm impacto direto em diversos aprendizados mais complexos.
  • Diagnóstico pedagógico detalhado: conhecer o desempenho histórico e perfil dos estudantes, além de gerar análises capazes de contribuir com o plano pedagógico dos professores.
  • Estabelecer metas: determinar planos de melhorias a partir dos hiatos de desempenho com datas e objetivos claros.
  • Frequência de avaliação: Testar os alunos frequentemente, oferecendo feedback constante, auxilia as escolas a entenderem as lacunas na aprendizagem e, principalmente, faz com que os estudantes se mantenham ativos, motivados e com um ritmo constante nos estudos, focando em suas prioridades específicas (sem “padronizar” o plano de estudos de toda a turma).

Com esse cenário em que se propõe avaliações constantes, a prática de realizar apenas dois simulados preparatórios em um ano deixou de ser satisfatória. Avaliar continuamente se tornou essencial para dar ritmo aos alunos e identificar as competências que precisam ser desenvolvidas antes das provas oficiais. Outro ponto positivo é que as avaliações realizadas com mais frequência incentivam a elaboração de análises aprofundadas, diagnósticos pedagógicos e metas de ensino – na equipe de educadores e entre os próprios alunos.

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