No último final de semana, 5 milhões de estudantes realizaram o Enem. Mesmo antes da divulgação oficial, grande parte da garotada já consultou gabaritos disponíveis na internet para avaliar o desempenho no exame.

Se você procurou saber quais foram os acertos e erros dos seus alunos, deve ter tomado aquele susto: “Como assim eles erraram aquela questão!?”.

Desconhecimento do tema, falta de atenção, cansaço ou, até mesmo, falta de tempo. Claro que existem inúmeros motivos que podem levar ao erro de questão no Enem, mas vamos supor que seu caso não seja nenhum dos citados. Suponhamos que você trabalhou o tema durante o ano, alertou os alunos sobre a possibilidade de cair no Enem e ainda assim eles erraram. Qual foi o motivo então?

Talvez a gente possa te ajudar a entender! Vamos lá?

1 – O Enem avalia habilidades

Você já deve estar cansado de ouvir isso, mas é exatamente daqui que vamos partir.

Embora o Enem tenha uma lista de objetos do conhecimento (ou conteúdos) que podem ser abordados no exame, não é essa lista que pauta a elaboração das questões. Quando um professor recebe a missão de elaborar uma questão para o Enem, a demanda é recebida por habilidade. Assim, em nenhum momento, o elaborador pensa no conteúdo sozinho e nos conceitos envolvidos nele.

Não conhece as habilidades avaliadas no Enem? Confira aqui em um documento amigável que explica tudo!

2 – Habilidades são compostas por: Tarefa + Conteúdo + Contexto

Ok, você pode ter trabalhado um conteúdo por diversas aulas, mas como você trabalhou esse conteúdo?

Vamos a um exemplo prático. Tomemos como base a habilidade H30: Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e a implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.

Nela temos:

  • Tarefa: Avaliar
  • Conteúdo: Propostas de alcance individual ou coletivo
  • Contexto: Saúde (individual, coletiva ou ambiental)

Primeiramente, vale notar como o conteúdo aparece nessa habilidade do Enem. Veja que ele não é um conteúdo que pode ser encontrado em um índice de livro didático e que ele é bastante abrangente. Propostas de alcance individual ou coletivo no contexto da saúde podem incluir conteúdos de saneamento básico, higiene pessoal, transmissão de doenças, etc.

Suponhamos uma questão dessa habilidade abordando o conteúdo “vacinação”, que foi trabalhado de maneira intensiva na sala de aula. Essa questão provavelmente exigirá que o aluno avalie campanhas de vacinação. Por que se usa públicos-alvo e não a vacinação da população total? Quando a vacinação é uma proposta eficiente no campo da saúde pública? Quais são as alternativas de prevenção para as diferentes doenças?

Perceba que ter focado em tópicos como a ação fisiológica da vacina dificilmente ajudariam o aluno nessa questão do Enem.

3 – Trabalhando as habilidades do Enem

Até aqui vimos que uma das explicações para o erro naquele tópico super trabalhado pode ser a maneira como ele foi trabalhado. Assim chegamos a grande questão: como trabalhar os conteúdos dentro das habilidades do Enem?

Se você chegou até aqui, separamos 3 dicas que podem fazer a diferença:

  1. Sempre pensar em trabalhar os conteúdos dentro dos seis níveis da taxonomia de Bloom. Para nos mantermos dentro do cronograma, é comum focarmos apenas nos níveis pouco complexos, como “entender” e “aplicar”. No entanto, na Matriz de Referência do Enem, grande parte das habilidades estão nos níveis “analisar” e “avaliar”.
  2. A segunda dica é buscar a aproximação do conteúdo com situações reais. Como vimos, obrigatoriamente, as questões do Enem estão dentro de um contexto e é aí que entram situações do dia a dia, problemas a serem resolvidos, etc.
  3. Por fim, se você deseja entender mais sobre como trabalhar as habilidades do Enem em sala de aula, recomendamos o e-book disponível na imagem abaixo. Nele, apresentamos diversas estratégias didáticas que podem ser utilizadas para trabalhar os conteúdos nos diferentes níveis da taxonomia de Bloom.

Boa leitura!

habilidades do enem 2

 

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