Especial

Avaliação Diagnóstica Enem

Identificando necessidades de aprendizagem

 

Não conhece a série ou perdeu algum material? Navegue pelo sumário abaixo e fique por dentro sobre como montar uma Avaliação Diagnóstica Enem na sua escola.


 

Provavelmente, “avaliação diagnóstica” não é um termo novo para você, certo?

Mesmo que alguns desconheçam o termo, ele é autoexplicativo. Uma avaliação diagnóstica visa obter informações sobre os conhecimentos ou habilidades dos alunos no início de um determinado processo de aprendizagem. A partir desse diagnóstico, o professor pode embasar as melhores estratégias e temas para serem trabalhados.

Nesta série, a “avaliação diagnóstica” tomará a forma de um instrumento formado por questões de múltipla escolha. No entanto, é interessante ressaltar que, no cotidiano da escola, ela pode tomar outras formas como observações de dinâmicas, desenvolvimento de trabalhos e etc.

Sabido o que é um avaliação diagnóstica e qual forma ela terá nesta série de materiais, vamos ao que interessa.

Avaliação Diagnóstica Enem

Seguindo a definição que acabou de ser dada, podemos dizer que, na avaliação diagnóstica Enem, o objetivo principal é identificar o domínio dos alunos em tópicos que são abordados no exame.

Recomendamos que o momento para aplicação dessa avaliação seja o início do ano letivo. Assim, o professor adquire informações que poderão embasar suas aulas a longo prazo. A aplicação de uma avaliação diagnóstica Enem semanas antes do exame perde seu propósito, já que poucas ações poderão ser desenvolvidas.

A avaliação diagnóstica Enem não é um simulado Enem

Como o próprio nome diz, um simulado Enem visa simular as condições de aplicação do Enem e a “nota” que o aluno teria.

O resultado de um simulado acaba sendo influenciado pelo cansaço do aluno, pelo erro no preenchimento do gabarito e por outras variáveis que não são do nosso interesse na avaliação diagnóstica. Na avaliação diagnóstica, o único foco é o domínio dos alunos nas habilidades ou objetos do conhecimento abordados no Enem. Exatamente por isso, a tal TRI, a Teoria de Resposta ao Item, que fornece a nota final do aluno, nem nos interessa nesse momento.

Não estamos dizendo que simulados Enem são desnecessários e que não possuem valor. Apenas que tratar a avaliação diagnóstica como um simulado seria um erro, pois seus objetivos são distintos. O ideal é deixar os simulados para um momento posterior à avaliação diagnóstica, quando eles poderão servir como uma ferramenta de monitoramento.

O que considerar na elaboração da avaliação diagnóstica Enem

Claro que a vontade de qualquer educador é avaliar toda a Matriz de Referência do Enem, mas isso é inviável. Pense em 30 questões como uma boa extensão de prova para evitar a influência do cansaço no resultado.

Considerando que existem 30 habilidades por área do conhecimento, pode-se pensar em uma avaliação com uma questão por habilidade para cobrir toda a Matriz de Referência. Infelizmente, isso também não resultaria em uma boa avaliação. Imagine que a questão escolhida para uma determinada habilidade seja muito difícil e todos os alunos erram. Você jamais saberá se eles realmente não dominam a habilidade ou se eles dominam em um nível menos complexo do que o avaliado. O ideal é ter mais de uma questão avaliando o mesmo tópico.

Sendo assim, a primeira tarefa para a elaboração da avaliação diagnóstica Enem é definir o que será avaliado. Para isso, temos algumas dicas:

1 – O que já esperamos que os alunos tenham algum domínio

Algumas habilidades avaliadas pelo Enem ainda não terão sido trabalhadas no momento em que a avaliação diagnóstica for aplicada. Já é de se esperar que o domínio dos alunos nessas habilidades não seja alto, então não há necessidade de avaliá-las nesse momento.

Por exemplo, muitas escolas trabalham os temas de probabilidade e estatística apenas no 2º semestre do 3º ano do Ensino Médio. Escolas com esse perfil podem desconsiderar as habilidades H27, H28, H29 e H30 de matemática, já que elas avaliam esses temas.

2 – O que é avaliado com maior frequência e/ou possui maior peso na nota do Enem

O Enem avalia algumas habilidades (ou objetos do conhecimento) com maior frequência que outros. Assim, uma boa estratégia é identificar como está o domínio dos alunos nessas habilidades.

Além da frequência com que uma habilidade é avaliada, é interessante considerar o nível de dificuldade das questões que avaliam essa habilidade, já que isso influencia diretamente na nota do aluno.

Se sua escola possui o Módulo Enem, no relatório Simulador de Classificação, é possível visualizar em quantas questões cada habilidade (ou objeto do conhecimento) foi avaliada e também o peso da habilidade na nota. Todas as análises são baseadas nos microdados oficiais do Enem.

Caso sua escola não possua o Módulo Enem, na internet é possível encontrar listas com os tópicos mais abordados no Enem. Essas listas costumam se basear em opiniões de professores.

3 – O que historicamente a escola tem tido baixo desempenho

Uma terceira sugestão para a seleção dos tópicos que serão abordados na avaliação diagnóstica Enem é focar nos tópicos que historicamente os alunos da escola demonstram dificuldades. Para identificar esses tópicos, duas estratégias podem ser utilizadas. A primeira é conversar com os professores sobre o que os alunos comentam após a aplicação do Enem. É comum que muitos professores comentem as questões do exame com os alunos e, assim, possuam uma ideia bastante precisa sobre as dificuldades que mais se repetem ao longo dos anos. A segunda estratégia é, novamente, utilizar o Módulo Enem, onde, no relatório “Prioridades”, é possível identificar exatamente os pontos de atenção da escola.

Próximos passos

Neste material, definimos o objetivo da avaliação diagnóstica Enem e vimos que o primeiro passo para elabora-la é definir o que será avaliado. No próximo material, nos aprofundaremos na elaboração da avaliação, vendo onde encontrar e como elaborar as questões.

Acesse também outros materiais da série! 


 

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