Migração de alunos

Perder alunos sem saber o motivo ou a escola para qual estão migrando pode ser um dos piores pesadelos de um gestor. Atualmente, existem ferramentas poderosas de mapeamento de mercado, que permitem às escolas entender em quais séries ocorre a maior perda de alunos e para quais escolas estão sendo perdidos.

 

Tela "Migração" da plataforma GeoEscola

Tela “Migração” da plataforma GeoEscola, de marketing escolar

 

O GeoEscola organiza os dados do Censo Escolar de forma intuitiva e traz insights prontos para o gestor. É possível segmentar a análise por série ou ano e enxergar em um mapa do Google Maps a distância da escola para as principais escolas concorrentes. A análise ainda é complementada com informações sobre o tamanho das escolas, distribuição por segmento escolar (Infantil, Fundamental, Médio) e desempenho no Enem, facilitando a compreensão das escolas que disputam alunos com a sua.

Telas geoescola

Plataforma indica séries de maior atenção e a “saúde” do fluxo de alunos da escola.

 

Área de influência 

Outro aspecto essencial até onde se estende a capacidade de atração de alunos da escola, a chamada área de influência. Sabemos que o fator proximidade é bastante relevante na decisão das famílias, contudo, há escolas que possuem um maior poder de atração, pela força de sua Marca, pela qualidade de ensino ou por outros inúmeros fatores. São as chamadas “escolas-destino”. A família se dispõe a um maior deslocamento por avaliar que há razões muito fortes para fazê-lo. Medir e entender este aspecto é extremamente relevante para orientar campanhas de captação.

Os resultados aparecem, entretanto, se além de entender para quem está perdendo mercado (ou deixando de ganhar), a escola avaliar e atuar sobre todos os aspectos que influenciam a percepção dos responsáveis ou do próprio aluno, desde o primeiro contato (atração e conversão de alunos) até a sua retenção.

 

Atendimento e relacionamento: como não perder alunos e ampliar a retenção 

Atendimento e relacionamento em educação básica têm um peso tão importante quanto a própria qualidade de ensino. É complexo e envolve vários aspectos. Isso porque a relação das famílias com a escola possui múltiplos pontos de contato, envolve diversos agentes – da portaria, passando pela recepção, professores, até chegar na direção – e a percepção de qualidade se forma muito além dos aspectos pedagógicos e da excelência acadêmica.

É importante ficar atento a fatores como:

  • Cuidado com o aluno: cuidado e atenção pessoal com o aluno estão entre os aspectos mais valorizados pelos pais, conforme as pesquisas apontam. Quando se trata de crianças pequenas particularmente, os pais ficam muito atentos a cuidados físicos. Se visitam a escola e observarem crianças sem supervisão, tênis desamarrados ou roupas sujas, a escola perde muito pontos. Para os maiores, a demonstração de reconhecimento das particularidades do aluno, conquista os pais!
  • Instalações: é necessário que as instalações estejam alinhadas com o posicionamento da escola. Se a escola oferece uma ótima qualidade de ensino – e especialmente se pratica preços mais elevados – mas oferece ambientes incompatíveis, isto afeta a percepção, especialmente de quem visita pela primeira vez;
  • Apresentação pessoal da equipe: do porteiro à Coordenação e Direção, é necessário cuidar da maneira como todos se apresentam. Mesmo em ambientes informais, é importante evitar trajes excessivamente descontraídos como jeans e tênis ou a falta de identidade institucional;
  • Qualidade dos recursos educacionais: além da oferta de estrutura educacional completa, como bibliotecas, salas de robótica, espaço maker, laboratórios, quadras, piscinas próprias e recursos tecnológicos, é importante cuidar da apresentação, conservação e uso adequado dos espaços. Dispor de ambientes para desenvolvimento de relações sociais também é importante, já que a aprendizagem hoje ocorre muito além das salas de aula;
  • Acompanhamento do desempenho do aluno e reporte às famílias: acompanhar de perto o comportamento e performance do aluno e reportar à família qualquer problema no desenvolvimento do aluno, antes mesmo que a família observe;
  • Comunicação, suporte à família na solução de problemas: comunicação clara, agilidade e presteza no atendimento de solicitações dos pais;
  • Satisfação e engajamento do aluno: ouvir o que pensam e sentem os alunos e acolher suas opiniões e sugestões dentro do possível, é bastante saudável;
  • Forma como o professor ensina e se relaciona com os estudantes: os alunos hoje querem relevância no aprendizado, não estudam mais apenas porque são obrigados. Saber tornar a aprendizagem significativa e desenvolver um vínculo pessoal com os alunos é essencial.

Com múltiplos aspectos e pontos de contato, as chances de atrito são muitas e se não forem mapeadas e sanadas, a escola pode perder alunos ou deixar de atrair novos. Portanto, cuidar de todos os aspectos mencionados, ter plataformas de análise de dados e manter o banco de dados escola sempre atualizado (seja num sistema de gestão escolar, em uma ferramenta de CRM ou em plataformas como o GeoEscola) é fundamental para manter o crescimento da instituição e a satisfação dos alunos e famílias.

 

Quais escolas roubam mais alunos da sua?

 

 

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