Os desafios da Educação são muitos.

As razões para acreditarmos nos professores, também.

 

Independente de quem você seja, de onde venha, com que trabalhe: um professor mudou sua história. Talvez na infância, ensinando as primeiras letras, talvez na vida adulta, mostrando caminhos profissionais. Aí, em algum canto da sua memória, vive a lembrança afetiva que um educador ou uma educadora deixou.

Temos um dia para celebrar sua importância, 15 de outubro. Mas os impactos de um bom professor vão muito além dos 200 ou mais dias letivos. Um bom professor pode transformar a vida de um aluno. Essa afirmação está baseada em evidências. Conheça os dados que mostram o impacto que os educadores geram.

 

 

 

Um estudo do Instituto de Pesquisas em Educação da Universidade de Melbourne, na Austrália, avaliou como diferentes fatores impactam a aprendizagem. Saber se comunicar com os alunos, fazê-los refletir sobre seu aprendizado, dar tutoria e estimular a colaboração em grupo, estratégias ligadas ao trabalho do professor, apresentaram maior eficácia.

(Para saber mais, acesse a reportagem, em português)

 

 

 

 

Em 2017, Barbara Bruns, Leandro Costa e Nina Cunha investigaram os impactos de um programa de formação de professores no Ceará. O programa foi inspirado pela evidência de um estudo de Hanushek e Rivkin (2010) de que os ganhos de aprendizagem em turmas com professores qualificados podem variar de um semestre a um ano e meio a mais, em termos de domínio do currículo. Ao final de um ano de programa, os estudantes de escolas participantes tiveram maior desempenho nas avaliações externas.

(Para saber mais, acesse o artigo, em inglês)

 

 

 

 

O artigo Medindo os Impactos dos Professores II, de Chetty, Friedman e Rockoff (2013), traz uma pergunta: quando docentes conseguem aumentar as notas de seus alunos nos testes, isso gera um impacto a longo prazo na vida dos estudantes? Uma das descobertas do estudo é que um único bom professor aumenta as chances de crescimento da renda futura dos alunos em 1,3% ao ano.

(Para saber mais acesse o artigo, em inglês)

 

 

 

 

O documento Educação Já, publicado pelo Todos pela Educação no final de 2018, traz um gráfico do projeto Our World in Data que mostra a correlação entre escolaridade e democracia. Ele demonstra como os países com médias mais altas de escolaridade nos anos 70 têm maior possibilidade de terem um regime democrático atualmente.

(Para saber mais, acesse o documento)

 

 

 

 

A homofobia entre quem nunca frequentou a escola é de 52%. Já entre quem cursou o ensino superior, esse número é de 10%. É o resultado da pesquisa Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil — Intolerância e Respeito às Diferenças Sexuais, coordenada pelo professor e pesquisador Gustavo Venturi em 2009. A escola propicia a convivência com pessoas diferentes e é um campo fértil para desenvolver a cidadania.

(Para saber mais, acesse a matéria)

 

 

 

 

Escolas melhores levam ao crescimento econômico de um país? Hanushek e Woessmann trataram desta pergunta em um estudo de 2012. Simulando o impacto da melhoria da educação, descobriram que em 80 anos o produto interno bruto pode ser três vezes maior do que o atual.

(Para saber mais, acesse o estudo, em inglês)

 

 

 

 

O Brasil tem 1,5 milhões de crianças e jovens fora da escola. E o aumento de jovens de 15 a 17 anos nas escolas está ligado à redução da violência. Um estudo do Ipea trouxe essa relação de forma clara: os homicídios caem 2% para cada 1% de jovens a mais nas escolas.

(Para saber mais, acesse a matéria)

 

 

 

 

A profissão é uma das que contam com mais profissionais no país, segundo o documento Educação Já, do Todos pela Educação. São 2,2 milhões de docentes. E cada bom professor nos dá razões de sobra para acreditar na Educação. É o que mostram os dados.

 

 

 

 

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