Especial

Avaliação Diagnóstica Enem

Identificando necessidades de aprendizagem

 

Não conhece a série ou perdeu algum material? Navegue pelo sumário abaixo e fique por dentro sobre como montar uma Avaliação Diagnóstica Enem na sua escola.


 

Embora a Teoria de Resposta ao Item (ou TRI) tenha ficado bastante famosa devido a sua aplicação no Enem, ela não é a única maneira de se analisar uma questão Enem.

Você deve ter notado que uma das abas da ferramenta de análise da avaliação diagnóstica Enem é a “Análise das questões”. Neste material, vamos apresentar algumas análises que podem ser realizadas em uma questão Enem. Também abordaremos a importância dessas análises para resultados de confiança na avaliação.

Nível de dificuldade da questão

O nível de dificuldade da questão Enem traz informações sobre os alunos que realizaram a avaliação. Esse indicador representa o percentual de acerto na questão e não deve ser confundido com o parâmetro b da TRI.

Se você seguiu as orientações sobre a estrutura da avaliação, deve ter escolhido questões de diferentes níveis de dificuldade. Agora é hora de verificar se os alunos confirmam o grau de dificuldade esperado.

Suponhamos que a questão 1 tenha sido considerada fácil pelo especialista. Sua análise, no entanto, revela uma taxa de acerto de apenas 14%, correspondendo a uma questão difícil. Essa incongruência nos leva a duas possibilidades:

  • O especialista subestimou a questão Enem e ela é, de fato, mais difícil do que a primeira análise.
  • O domínio dos alunos no tema é inferior ao esperado pelo especialista.

Quando realizada em todas as questões, essa análise indica o quão distante positiva ou negativamente os alunos estão da expectativa do professor.

Percentual por alternativa

O percentual por alternativa também é uma informação sobre os alunos que realizaram a avaliação.

A análise desse atributo da questão Enem revela se há alguma alternativa errada muito ou pouco assinalada. No primeiro caso, teríamos uma indicação de um raciocínio equivocado comum entre os alunos. Já no segundo, teríamos uma indicação de uma alternativa facilmente descartada. Uma alternativa descartada costuma revelar um problema na elaboração da questão Enem e pode comprometer o diagnóstico, já que com uma alternativa a menos, o aluno tem maior chance de acertar o item “no chute”.

O preenchimento da “Explicação das alternativas” na aba “Avaliação” completa a análise dos percentuais por alternativa. Por meio da explicação das alternativas erradas da questão Enem, o professor é capaz de identificar facilmente o raciocínio equivocado e fazer os devidos esclarecimentos aos alunos.

Alternativas descartadas e Distratores mais assinalados que o gabarito

Ao contrário das duas primeiras análises, estas não trazem informações sobre os alunos. Ambas nos informam sobre a qualidade das questões Enem que escolhemos para a avaliação diagnóstica.

Como já mencionamos, uma alternativa descartada aumenta a chance de o aluno acertar a questão sem, de fato, deter o conhecimento necessário. Por outro lado, uma alternativa errada muito assinalada pode revelar algum tipo de pegadinha na questão Enem.

Desta forma, essas análises indicam se a questão Enem é realmente boa para dar um diagnóstico ou se é melhor descarta-la para se obter um diagnóstico mais preciso.

Índice de discriminação

Assim como as análises anteriores, esta análise nos informa sobre a qualidade da questão Enem.

O índice de discriminação é a diferença do percentual de acerto na questão entre os alunos com maiores “notas” e os com menores “notas”. É de se esperar que o percentual de acerto seja maior entre os alunos com melhores desempenhos. Portanto, índices de discriminação negativos ou muito baixos indicam que a questão tem problemas e deve ser desconsiderada para um melhor diagnóstico.

Análise final (“Descartar”)

Com base nas três últimas análises descritas acima, a planilha julga se a questão Enem cumpre seu papel de fornecer um diagnóstico.

Esse julgamento gera duas análises distintas para os resultados da turma e alunos individualmente. Desta forma, para a próxima etapa (identificação das necessidades de aprendizagem), você deverá decidir se concorda ou não com a exclusão de algumas questões. Caso concorde, você deverá focar nas análises com a marcação “itens bons”. Caso opte por analisar os resultados considerando todas as questões independentemente da qualidade delas, você deverá focar nas análises com a marcação “100% itens”.

Nossa recomendação é que você acate a sugestão da planilha e prossiga com as análises considerando apenas os “itens bons”. Mesmo que isso reduza o escopo do seu diagnóstico, você terá a garantia de que o diagnóstico é realmente um retrato dos seus alunos e que não está contaminado por problemas da avaliação.

Próximos passos

O intuito deste material foi apresentar um pouco sobre análises que são feitas em uma questão Enem. É claro que, no Enem também são aplicados os conceitos da TRI, que você pode entender melhor clicando aqui.

No próximo material, finalmente, analisaremos os resultados dos alunos na avaliação diagnóstica com o intuito de identificar as necessidades de aprendizagem.

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